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Vôlei de Praia

Vôlei de praia: Aos 48 anos, Fabiano Melo volta ao circuito e encara etapa em casa, no Recife

<p>Divulgação/CTFM</p>

Divulgação/CTFM

Etapa do Recife do Circuito Brasileiro começa nesta quarta (13)

A temporada 2024 marca dois retornos após mais de um década no Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia: o Recife, que recebe a segunda etapa do ano nesta semana; e o pernambucano Fabiano Melo, que voltou ao circuito aos 48 anos e vai jogar em casa. Fabiano está fazendo dupla com o amazonense Luizão, dois anos mais velho.

A partir desta quarta-feira (13), eles estarão na disputa do aberto, classe que envolve os atletas fora das 16 melhores posições do ranking nacional e tem final no sábado (16). O top 16 terá jogos da sexta (15) ao domingo (17). Esta será a segunda etapa da dupla após o retorno ao circuito. Em Campo Grande (MS), eles caíram nas oitavas de final, em uma campanha de três vitórias e duas derrotas.

Acumulando finais no circuito nacional, o pernambucano falou com o Click Esportivo e explicou a decisão de retornar após quase uma década fora. “É como uma válvula de escape. Eu tenho muito amor pelo que faço hoje, só que faltava alguma coisa. Então, eu quis voltar a jogar, fui sincero comigo mesmo, voltei a fazer dieta, um treinamento que meu corpo suporta. É um corpo de 48 anos com dez anos parado”.

Assim, ele explicou a parceria com Luizão. “Ele viu que estava dando certo uma pessoa mais velha jogando e eu faço a mesma coisa aqui no Recife. Eu desafio a galera, fui campeão paraibano, jogava contra ele. Então, do nada, ele fez o convite. Fazia parte do contexto jogar com uma pessoa mais velha. Com ele, a gente joga e vai até um ponto, porque, fisicamente, temos nossas limitações. Mas quanto ao atleta Luizão, estou muito satisfeito. Agora é tentar tirar o máximo dos velhinhos”.

Os objetivos do retorno

Fabiano não vem colocando pressão por resultados e também não estabelece metas nesse retorno, mas já sonha com um top 16. “Os níveis são bem diferentes da nossa época. A gente já é 7º no ranking do qualifying no aberto. Alguns resultados bons e a gente fica entre os melhores do aberto. O top 16 é uma coisa meio surreal. Se acontecer, depende muito mais de dedicação. Mas acho que, do nível de voleibol que a gente tem, correndo o ano todo, a gente tem grandes riscos de ficar entre os 16 do país”.

Ainda assim, ele afirmou que não “sabe onde isso vai parar”. Segundo ele, a dupla já está sendo cotada para a disputa em nível Sul-Americano, em partes pela moral dos dois. Independentemente disso, Fabiano deixou claro que os principais objetivos da dupla não são esportivos. “A vibe foi boa, a gente está motivando pessoas da nossa idade, teve uma repercussão muito positiva. A gente vai jogando e vai vendo o que acontece”.

Ele continuou. “Eu já vivi doze anos no ranking. Para mim, hoje, é essa coisa mesmo da diversão (…) É uma coisa séria, mas não que eu tenha que voltar a ser atleta profissional. O resultado está vindo, então eu tenho que saber administrar isso. Mas a princípio, é voltar a me divertir, a desafiar meu corpo, a motivar o Recife e os meus alunos, que se amarram em me ver jogar”.

Professor x Aluno

Desde a aposentadoria, Fabiano Melo vem se dedicando a dar aulas de vôlei de praia em Boa Viagem, Zona Sul do Recife. Com mais de 150 alunos, ele faz um trabalho voltado a quem quer utilizar o esporte para lazer, não a nível profissional, mas vai ver velhos conhecidos nas areias do Pina.

“Eu treinei, uma época, Denílson e Wesley, que estão no top 16, a única dupla do Recife entre os 16 melhores do país. Denílson e Wesley ficaram comigo por oito meses, depois eu não aguentei, porque era muito puxado e passei para a treinadora Viviane, que hoje está com a dupla”.

Sem o foco no treinamento de alto rendimento, ele explicou o trabalho que vem desenvolvendo. “Eu tenho uma pegada de movimentar com vôlei de praia, o lúdico, o social, a saúde, conhecer gente nova. Essa é a minha pegada em Boa Viagem, até mesmo porque não existem projetos que encabecem Fabiano como treinador de rendimento. Quando isso acontecer, eu ver que é um projeto sério, até posso ajudar, mas hoje eu vivo de treinar essa galera que não quer ser jogadora, quer usar o vôlei para se mexer”.

Assim, sem esse foco em atletas profissionais, ele não terá alunos como adversários no circuito, mas garantiu que eles estarão nas arquibancadas. “Meus alunos vão estar todos lá. Recife tem uma carência muito grande desses torneios, tem um intervalo muito grande, um jejum muito grande. Aquilo vai surpreender, vai lotar. Para o Recife, essa festa vai ser grande. A gente tem algumas meninas (da cidade), jogando, temos Denílson e Wesley. Vai ser um grande festival”.

O vôlei de praia no Recife

Refletindo sobre essa década sem Recife no calendário do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, Fabiano foi direto ao garantir que isso foi um erro. “Eu sei que Recife não deveria ter saído do calendário. Quem aparecer lá na arena esses dias de torneio, vai estar lotado o negócio. Todo recifense abraça isso. Recebeu a Seleção Brasileira (para o Sul-Americano de Vôlei), Geraldão bombando. Por questão de nome, de história, Recife não deveria ter saído nunca do calendário”.

Fabiano continuou: “Recife está dentro do Nordeste, onde as praias são fácil acesso, Boa Viagem é uma praia linda. Mas tem muita coisa envolvida, o processo começa lá de trás, federação, pessoas encabeçando o projeto, governo do estado envolvido. Também a capacitação de centro de treinamentos onde a gente faça a renovação”.

Assim, ele comemorou o retorno como um passo importante na renovação do vôlei de praia. “Existe um público no Recife que gosta de vôlei de praia, mas não tem onde jogar. Como a molecada vai se espelhar em Denilson e Wesley? Quando houver torneios com Denilson e Wesley, despertar a curiosidade deles, ele vão ver o esporte, vão se apaixonar. Do projeto, começa a aparecer eventos. A gente treina a molecada e faz evento, treina e faz evento. Quanto mais evento, mais pessoas e adeptos vão aparecendo”.

Apesar disso, ele reforçou que só só fazer competição não é suficiente. “Uma arena, um centro de treinamento fixo, onde todo mundo vai lá treinar e daí a gente começa os projetos para fazer torneio. É esse é o quadro seguir, não ao contrário. Faz o torneio, o torneio passa, e aí? Os moleques despertam o negócio, mas não tem onde treinar. Primeiro, tem que começar com federação, patrocinador com projetos sérios. Agora, primeiro o centro de treinamento, depois as outras coisas”.

A etapa do Recife do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia

As disputas na capital pernambucana começam nesta quarta-feira (13), com o qualifying do aberto, que começa às 8h e vai se estender por todo o dia, na arena, localizada na Praia do Pina, na Zona Sul da cidade. Na quinta, acontecem os jogos da fase de grupos e das oitavas de final.

As principais duplas do país só entram em quadra a partir da sexta-feira (15), com a fase de grupos do top 16. As finais do aberto acontecem no sábado, enquanto o domingo terá as decisões do top 16. Os ingressos, gratuitos, podem ser reservados através deste link.

Mas essa não será a única disputa de vôlei de praia no Recife. Isso porque na semana seguinte ao Circuito Brasileiro, a mesma arena será palco do Circuito Mundial de Vôlei de Praia. O torneio será o segundo da temporada e o primeiro da classe Challenger, com jogos entre 22 e 24 de março.

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